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24.9.11

Literatura de Cordel


A literatura de cordel é assim chamada pela forma como são vendidos os folhetos, dependurados em barbantes (cordão), nas feiras, mercados, praças e bancas de jornal, principalmente das cidades do interior e nos subúrbios das grandes cidades. Essa denominação foi dada pelos intelectuais e é como aparece em alguns dicionários. O povo se refere à literatura de cordel apenas como folheto.
A tradição dessas publicações populares, geralmente em versos, vem da Europa. No século XVIII, já era comum entre os portugueses a expressão literatura de cego, por causa da lei promulgada por Dom João V, em 1789, permitindo à Irmandade dos Homens Cegos de Lisboa negociar com esse tipo de publicação.
Esse tipo de literatura não existe apenas no Brasil, mas, também, na Sicilia (Itália), na Espanha, no México e em Portugal. Na Espanha é chamada de pliego de cordel e pliegos sueltos (folhas soltas). Em todos esses locais há literatura popular em versos.
Segundo Luís da Câmara Cascudo, no livro Vaqueiros e cantadores (Porto Alegre: Globo, 1939. p.16) os folhetos foram introduzidos no Brasil pelo cantador Silvino Pirauá de Lima e depois pela dupla Leandro Gomes de Barros e Francisco das Chagas Batista. No início da publicação da literatura de cordel no País, muitos autores de folhetos eram também cantadores, que improvisavam versos, viajando pelas fazendas, vilarejos e cidades pequenas do sertão. Com a criação de imprensas particulares em casas e barracas de poetas, mudou o sistema de divulgação. O autor do folheto podia ficar num mesmo lugar a maior parte do tempo, porque suas obras eram vendidas por folheteiros ou revendedores empregados por ele.
O poeta popular é o representante do povo, o repórter dos acontecimentos da vida no Nordeste do Brasil. Não há limite na escolha dos temas para a criação de um folheto. Pode narrar os feitos de Lampião, as "prezepadas" de heróis como João Griloou Cancão de Fogo, uma história de amor, acontecimentos importantes de interesse público.
Segundo Ariano Suassuna, um estudioso do assunto, a literatura popular em versos do Nordeste brasileiro pode ser classificada nos seguintes ciclos: o heróico, o maravilhoso, o religioso ou moral, o satírico e o histórico.
Atualmente, a literatura de cordel não tem um bom mercado no Brasil, como acontecia na década de 50, quando foram impressos e vendidos dois milhões de folhetos sobre a morte de Getúlio Vargas, num total de 60 títulos.
Hoje, os folhetos podem ser encontrados em alguns mercados públicos, como o Mercado de São José, no Recife, em feiras, como a de Caruaru, e em sebos (venda de livros usados). Há uma coleção de folhetos de cordel disponível para consulta, no acervo da Biblioteca Central Blanche Knopf da Fundação Joaquim Nabuco.

Literatura Popular

De acordo com Vítor Manuel de Aguiar e Silva (cf. Teoria da Literatura, 8.a ed., Coimbra, 1988, pp. 116-118), a designação de literatura popular é equívoca, dada a polissemia do termo "popular". Deste modo, numa perspetiva romântico-tradicionalista, literatura popular significa "aquela literatura que exprime, de modo espontâneo e natural, na sua profunda genuinidade, o espírito nacional de um povo, tal como aparece modelado na particularidade das suas crenças, dos seus valores tradicionais e do seu viver histórico". Neste sentido, literatura popular aproxima-se dos conceitos de literatura oral, literatura tradicional e até de romanceiro, enquanto literatura que, opondo-se a uma literatura mais erudita decorrente de uma cultura letrada, é composta para o povo, ou criada pelo próprio povo, muitas vezes anonimamente, veiculando informações sobre eventos e personagens históricos ou semilendários, registando os seus anseios diante de fenómenos da Natureza, as suas formas de reagir à insegurança, o seu imaginário, e transmitida quer oralmente (com recurso a processos mnemónicos como a rima, o refrão, a isometria, etc.), quer através de circuitos e estratégias particulares de distribuição (caso, por exemplo, da literatura de cordel).

Ainda segundo Vítor Manuel de Aguiar e Silva, esse sentido não se confunde com a perspetiva romântico-socialista, pela qual o conceito de popular equivale a "classe social trabalhadora que se contrapõe às classes sociais hegemónicas, detentoras dos meios de produção económica e ideológica e dos mecanismos de dominação política". Neste caso, a literatura popular é aquela que decorre frequentemente do desejo de "exercer uma ação pedagógica sobre o povo, no quadro de um projeto utópico-reformista que visa a libertação das classes sociais inferiores - libertação da ignorância, do medo e da injustiça -, a renovação social e a fraternidade humana"

20.9.11

super lourdinas 2ª fase

O gabarito da 2ª fase da VII Olimpíada Interescolar de Ciências Humanas (Super Lourdinas) realizada hoje (17), acaba de ser divulgado.

Para conferir  clique aqui.

A Olimpíada tem como objetivos estimular o interesse pelo estudo das Ciências Humanas e  interagir os alunos Lourdinas com os estudantes de outras escolas.

Os dez primeiros alunos colocados na segunda etapa receberão Certificados de participação, bem como a Escola convidada e o professor coordenador responsável pela equipe.

Os alunos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares na segunda fase,  receberão,por nível, medalhas de ouro, prata e menção honrosa, respectivamente.

Os primeiros lugares na classificação geral também receberão tablets como premiação:  1° lugar ( Samsung Galaxy), 2° lugar ( Tablet V9 Zte),  3° lugar (E-reader).

blaise pascal

                                                     Blaise Pascal
        Nascido na França no dia 19 de Junho de 1623 . Filho de Étienne Pascal e Antoniette Bejon , deixou de estudar cedo porque seu pai o proibiu ,pois era o unico filho do sexo masculino .
        Blaise Pascal contribuiu decisivamente para a criação de dois novos ramos da matemática, da geometria , e tambem de estudos sobre o método científico.
       Seguindo o programa de Galileu e Torricelli, refutou o conceito de "horror ao vazio". Os seus resultados geraram numerosas controvérsias entre os aristotélicos tradicionais